Fabio
Fajardo - 03/05/00 Em
uma reunião comunitária, repleta de lideres, a Vila Brasilândia dá
o pontapé inicial na campanha para Prefeito e Vereador 2000.
Não é incomum essas reuniões serem chatas e cansativas, mas,
esta foi diferente. Com uma simpatia rara, e sua serenidade típica,
Dr. Geraldo Alckmin, Vice Governador de São Paulo, entra na berlinda
da disputa para Prefeito 2000.
Logo no início, Dna Terezinha, (União das Favelas da Zona Norte),
despenca suas reivindicações. Com clareza e postura traça as metas
já estabelecidas em reunião com os interessados, a serem
apresentadas para a próxima administração. Em seguida, Padre Noé,
um dos lideres religiosos da Freguesia do Ó, coloca na mesa os
problemas enfrentados na administração das muitas creches por
ele dirigido. Um dos maiores problemas é o valor pago mensalmente
pelo Estado: R$110,00 por pessoa, contra uma despesa de:
R$140,00 mensal, por pessoa. Dr Geraldo, ouviu atentamente a todos e,
com sua tradicional postura- passiva, respondeu com carinho a todas as
perguntas a ele dirigidas pelos presentes.
Não se trata aqui de um ato isolado de troca de gentilezas, trata-se
apenas, de educação e política de boa vizinhança. Essa é a
realidade. Todos nós sabemos, que o PSDB, hoje, é Governo, e,
como tal, ainda têm muito a fazer. Essa história de que Governo
Estadual e Governo Municipal podem andar juntos quando os dois
dirigentes forem do mesmo partido, é no mínimo sarcasmo. Em
sua explanação, sobre a política a ser adotada em sua administração,
Dr. Geraldo enfatizou o problema, dos governos, Estadual e Municipal,
andarem sempre em sentido contrário, ainda deu como exemplo:- o fato
do Estado fazer o metrô, e a Prefeitura fazer o fura fila. Hora,
disse ele, porque não fazermos só metrô!! Aos desavisados
resta esclarecer que a Prefeitura sempre quis fazer o metrô, mas,
justamente pelo fato dos dirigentes não serem, em geral, do
mesmo partido, isso nunca acontece, afinal, essa incumbência é do
Governo do Estado, e, político nenhum vai dar ao concorrente, a
possibilidade de vitóri! a no próximo pleito. No mínimo, garantiria
a reeleição.
Como diria o velho jornalista, - nesse céu não tem anjo.
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