Fabio
Fajardo - 02/05/00 A
experiência, sem dúvida, é a maior fonte de ensinamento, é,
sempre, ao longo dos anos, com muito trabalho e paciência, que se
adquire conhecimento e subsídios para o crescimento.
Minha jornada não é repleta de pobreza, humildade e tristeza como
muitos sensacionalistas gostariam na apresentação de um perfil político,
ao contrário, nasci-bem. Não em uma família abastada, meus
pais, já falecidos, eram a típica Classe Média Paulista. Como
Procurador do Estado, papai levava uma vida em paz. Sem percalços, lúcida.
Mamãe tinha um excelente cargo na Faculdade de
Higiene e Saúde do Estado, e, dentro desse seio Católico, trilhei
meu caminho.
Um ambiente familiar, cultural e político, rico em histórias e
acontecimentos, ajudaram na formação do meu caráter.
Quando garoto, acompanhava de perto os acontecimentos políticos ao
meu redor. Papai era interlocutor da comunidade local, morávamos
em um bairro aonde se- respirava política.. "Sumaré"
Aos 9 anos, eu já participava do grupo da JUC'S. Juventude Unida Católica
do Sumaré, ( mirim ). Grupo, que pouco tempo depois, transformou-se
num dos pilares do MDB. E, não era pra menos, muitas das reuniões
eram feitas na casa do "tio Antônio", o então, já
consagrado, articulador político, Deputado Federal, Queiroz Filho.
Por muitas vezes, eu e Tio Antônio, viajávamos para Campos do
Jordão, ao Palácio do Governo. Era uma viajem linda! Durante o
caminho tio Antônio dizia: Fabinho, Fabinho, você vai ser
Diplomata.. Pouco tempo depois, faleceu tio Antônio. De
desgosto.
Com a renúncia de Jânio Quadros, foi por terra sua indicação para
Embaixador do Brasil na antiga Yugoslavia . Jango,
simplesmente não confirmou a indicação.
Durante o curso colegial, em certos momentos, aqueles em que o jovem
pensa no futuro, -o que será que vou ser? Vou cursar qual
Faculdade? Eu me lembrava das palavras do tio Antônio.
Em, fim, o momento chegou! Entrei em um partido político.
Qual! Claro!
MDB, pelas mãos do Robertão. Roberto Cardoso Alves. Roberto era um
bom amigo, alem de um bom vizinho, começou na política na cidade de
Taubaté, pelas mãos do saudoso Franco Montoro, grande amigo da família,
admirador do tio Antônio e do papai. á este, chamava de
"devorador de dicionários " E, o, tempo foi passando e, a,
vontade crescendo e, o, papai se indignando...
Papai havia sofrido muito na política, seu gênio turrão e sua
postura
perfeccionista, não combinavam com a política da época. Seu irmão
José Fajardo, aceitara por duas vezes ser Secretário do Trabalho.
Posto máximo na época. A agricultura Paulista espandia-se
e, os problemas também. Não havia uma política decente e, a, corrupção,
já corria solta. Como chefe de gabinete e representante legal,
alternavam-se no cargo, ora um, ora outro, papai e tio José.
Levavam a ferro e fogo a administração da secretaria.
José, além de secretário, era um dos médicos do .Governador, não
tinha muito tempo livre, daí a alternância no cargo. Papai sabia que
a pressão política era grande, os agricultores, atacadistas e
importadores, gladiavam entre si. Claro, o povão pagava a
conta. Como sempre. Não havia uma política de preços. Um
governador popular, sempre tem muito prestígio e, qualquer novidade
apresentada por ele, vem com muito estardalhaço. Em uma guinada
estonteante para a época, os irmãos Fajardo, criam: "O Estoque
Regulador do Governo".
Foi o máximo! E, o fim dos irmãos Fajardo no Governo
Ademar de Barros.
Ajudaram o Governo a resolver o descontrole de preços, ajudaram a
população dando a estabilidade nos preços, ajudaram os pequenos
produtores rurais, na preferência por suas safras, mas, perderam, na
pressão política dos grandes produtores . Não aceitaram
suborno, na hora das compras da safra, que vinha com movimento
altista, e, todos queriam que o Estado pagasse o maior preço.
Algum tempo depois, o Governador chamou seu secretário e disse: - Eu
ti dei um jequitibá, e você não tirou nem um palito.
Perderam o cargo por excesso de honestidade. Foi
com estas, e outras histórias, que eu cresci..
Sou candidato a candidato nas próximas eleições a Vereador pelo
PRP. Partido Republicano Progressista. Dentro da liberdade de
manifestação a que tenho direito, quero expressar aqui meu repúdio
por tudo o que temos acompanhado nos noticiários, sobre a podridão,
na atual gestão da Prefeitura de São Paulo. Envolvendo:
Vereadores corruptos, Administradores Regionais e, o próprio
Prefeito.
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